segunda-feira, 12 de novembro de 2012

No ceará é assim.

Chico, cabra errado e bonequeiro, já melado depois de traçar um burrinho e duas meiotas , vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé de pau , quando deu um trupição que arrancou o chaboque do dedo. 
- Diabeísso! 
- Vai, cú de cana! -mangou a mundiça que estava perto. 
- Aí dento! -disse Chico 
Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato-réi que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota. 
- É o que dá pelejar com canelau, catiroba, fulerage, - pensava ele- ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só o buraco e a catinga. Dá é gastura. 
Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas as catrevage da letreca: uma alpercata, um gigolete amarelo queimado e uns pé de planta que ela tinha trazido enquanto iam se amancebar. 
Depois se empanzinou de sarrabui e panelada e foi dormir pensando nas comédias. 
* se não conseguir entender, peça a um cearense pra traduzir....